sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Arteterapia: Uma realidade tangível


Qual a importância da arteterapia?


 "Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida" .
(Jung, 1920).

        Qual a importância da Arteterapia?  A Arteterapia tem como objetivo principal desenvolver conhecimentos de ação multidisciplinar e sua maior importância é desenvolver um processo terapêutico que utilize de vários recursos expressivos a fim de conectar o mundo interno com o externo do indivíduo. O uso dos recursos da arte são utilizados com finalidades terapêuticas: desenhos, sons, textos entre outras práticas expressivas e simbólicas são desenvolvidas para estabelecer comunicação com os conteúdos internos.
A Arteterapia procura realizar um processo conceitual em sua primeira instância  e permite que o indivíduo de acordo com seu nível cultural, faça conecção com as várias áreas do conhecimento ao realizar o encontro epistemológico no entrecruzamento das múltiplas artes: visuais, antropologia, literatura, dança, consciência corporal, psicologia, música, mitologias com suas tradições sobre o estudo das narrativas contidas nos mitos, contos e compreensão dos ritos. A partir desse contexto epistêmico, a arteterapia atinge um conceito de transdisciplinaridade, processo que deriva de um saber construído e diversificado, entrelaçando tramas que desafiam o Imaginário, além de despertar o processo de criatividade, amplia possibilidades de comunicação e expressão. A arteterapia, nesse sentido, atinge uma reflexão investigativa sobre as artes - capacidade que o sujeito realiza em suas descobertas criativas.
 Desse modo, os conteúdos terapêuticos se multiplicam atingindo níveis mais profundos no território da criação e, assim, o resultado virá em forma de  transformação individual e pessoal. 
Dê um colorido a sua vida!


domingo, 22 de julho de 2012

As cores e as mulheres

Mulheres percebem mais cores que os homens


As cores e as mulhesres
As mulheres têm maior percepção de cores que os homens, indica o estudo dos geneticistas Brian Verrelli e Sarah Tishkoff, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Com base na análise de 236 pessoas de diferentes regiões da Ásia, África e Europa, o trabalho dos dois pesquisadores, publicado no informativo on line da universidade, sugere que um grande número de mulheres enxerga mais cor do que os homens, devido a uma transformação no gene envolvido na percepção da cor vermelha nas células da retina.
Homens e mulheres produzem apenas três pigmentos que são responsáveis pela absorção do azul, do verde e do vermelho. A combinação da luz absorvida por esses três pigmentos, chamados genericamente opsinas, proteínas da retina, possibilita a visão colorida em seres humanos. Os genes que trazem as receitas para produzir as opsinas vermelha e verde estão alojados no cromossomo X, que caracteriza o sexo feminino quando ocorre em duplicata (o sexo masculino é definido quando outro cromossomo, o Y, faz par com o X).
Mulheres normais, portanto, têm duas cópias de ambos os genes. O que os pesquisadores americanos descobriram foi que em alguns casos a segunda cópia - ou "alelo", como é chamado cientificamente - do gene para o pigmento vermelho foi "convertida" durante a evolução da espécie.
"Devido ao fato de existirem várias mutações que permitem à opsina vermelha absorver cor na faixa do vermelho-laranja, algumas mulheres têm tanto um alelo vermelho "normal" em um cromossomo do par X quanto um alelo "vermelho-laranja" alterado no outro", observa Verrelli, que hoje é professor da Universidade do Estado do Arizona. "Essas mulheres podem distinguir melhor as cores na faixa do espectro que vai do vermelho ao laranja", diz o pesquisador.
Verrelli e Tishkoff afirmam que o gene da opsina vermelha foi transformado por meio de um mecanismo conhecido como conversão gênica, ainda pouco estudado. Ele entra em cena quando um pedaço de DNA é quebrado durante a duplicação do cromossomo e as enzimas encarregadas de repará-lo não conseguem sozinhas encaixar as "letras" A, T, C e G no lugar certo. "Elas podem simplesmente olhar em volta e achar a coisa mais parecida com o original para encaixar na região danificada", completa Verrelli.
No caso do gene estudado por Verrelli e Tishkoff, essa "coisa mais parecida" foram provavelmente pedaços do gene da opsina verde, que mora no mesmo cromossomo. Estudos anteriores mostram que a alteração na seqüência do gene "vermelho" fazem o pigmento absorver luz de uma forma distinta.
Coletoras
O fato de a variação no gene da opsina vermelha - tecnicamente um "defeito" - ter sido mantida pela evolução nas populações humanas significa que as mulheres portadoras da versão alterada provavelmente tiravam alguma vantagem dela. Essa vantagem, segundo os cientistas, estaria relacionada à coleta de frutos, principal atividade das mulheres na pré-história.
"Se elas fossem melhores em coletar frutas porque essa percepção de cor era benéfica - elas e seus filhos podiam conseguir frutas mais maduras, por exemplo -, indivíduos com essa variação na visão em cores seriam os mais bem-sucedidos. Isso poderia explicar por que a caça e a coleta eram atividades humanas tão comuns", diz Verrelli. "Claro que somente a visão colorida não faz as mulheres coletarem e os homens caçarem, mas permitiu fazê-lo melhor."


 

sábado, 31 de março de 2012

Arte Bordada no ferro

Eça de Queiroz diz que: "A arte é um compêndio da natureza escrito na imaginação." Haja imaginação para tamanha beleza! Haja criatividade para tanta arte! Assistam esse belo espetáculo da arte desenhada no ferro:

terça-feira, 20 de março de 2012

Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro

Os sete saberes necessários à educação do futuro[1]

Uma sinopse dos capítulos dos Sete Saberes de Edgar Morin.
Professora: Vannda Santana


O livro de Edgar Morin nos faz analisar os conteúdos pertinentes à função da educação. O texto tem o mérito de introduzir uma nova e criativa reflexão no contexto das discussões que estão sendo feitas sobre a educação para o Século XXI. Segue um resumo  com “Os sete saberes necessários à educação do futuro”. O autor pretende “expor problemas centrais ou fundamentais que permanecem totalmente ignorados ou esquecidos e que são necessários para se ensinar no próximo século.” O livro está composto de sete pontos de discussão:

  1. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão;
  2.  Os princípios do conhecimento pertinente;
  3.  Ensinar a condição humana;
  4.  Ensinar a identidade terrena;
  5.  Enfrentar as incertezas;
  6.  Ensinar a compreensão;
  7.  A ética do gênero humano.


No primeiro capítulo, “As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão”, o autor defende a importância de se considerar os inúmeros erros e ilusões que podem ocorrer em qualquer transmissão de informação. Morin destaca os erros mentais, intelectuais e os erros da razão, enfatizando, neste último item, a diferença entre racionalização e racionalidade, considerando a racionalidade a melhor proteção contra o erro e a ilusão. O autor também destaca as cegueiras paradigmáticas e mostra como os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões. Assim, para o autor, “o problema cognitivo é de importância antropológica, política, social e histórica”, p.33. A educação deve sempre estar atenta à identificação da origem de erros, ilusões e cegueiras.


Em “Os princípios do conhecimento pertinente” o autor trabalha as questões de como perceber e conceber o contexto, o global, (a relação todo/partes), o multidimensional, o complexo, mostrando que o conhecimento dividido em disciplinas muitas vezes impede a visualização da totalidade. Para o autor é importante que se consiga estabelecer as relações entre as partes e o todo em um mundo complexo. Diz ele: “É preciso efetivamente recompor o todo para conhecer as partes”, p.37.


No capítulo três - “Ensinar a condição humana” – traz mais uma vez a discussão do ensino fragmentado e de como isso é prejudicial à educação. É preciso considerar o ser humano e toda sua complexidade: sua condição física, biológica, psíquica, cultural, social e histórica. O autor afirma que se deve contextualizar seu objeto, para ser pertinente. “Quem somos?” é inseparável de “Onde estamos?, “De onde viemos?”, “Para onde vamos?” p. 47. O questionamento sobre a condição humana implica o fato  de se estar no mundo e a educação do futuro deveria “mostrar e ilustrar o Destino multifacetado do humano: o destino da espécie humana, o destino individual, o destino social, o destino histórico, todos entrelaçados e inseparáveis.”

No capítulo “Ensinar a identidade terrena” o autor faz um breve panorama do “resultado” da educação no século passado, fala da herança de morte (armas nucleares, vírus, etc), relatando ainda, para a morte da modernidade. Nesse panorama, alimenta-se como contraponto ao que o autor chama de herança de nascimento, a cidadania terrestre. Para ilustrar tal pensamento, Morin usa como exemplo várias contracorrentes existentes nos dias de hoje que estão no cerne dessa missão: contracorrente ecológica, qualitativa, de resistência à vida prosaica, de resistência ao consumo padronizado, entre outras. A importância desse capítulo já pode ser visto nas discussões existentes sobre aquecimento global. “Aquilo que porta o pior perigo traz também as melhores esperanças: é a própria mente humana, e é por isso que o problema da reforma do pensamento tornou-se vital”, p. 75.

No “Enfrentar as incertezas”, Morin inicia este capítulo com uma epígrafe de Eurípides que vale a pena citar como reforço de seu pensar: “Os deuses criam-nos muitas surpresas: o esperado não se cumpre, e ao inesperado um deus abre o caminho.” (P.79). O autor afirma que é preciso ensinar estratégias que permitiriam enfrentar os imprevistos e agir usando as informações adquiridas ao longo do tempo e, faz ainda, uma longa reflexão falando sobre a importância de sabermos lidar com as incertezas ligadas ao conhecimento, mostrando-nos que “Existe, portanto, a dificuldade do auto-exame crítico, para o qual nossa sinceridade não é garantia de certeza, e existem limites para qualquer autoconhecimento” p.85.

Em “Ensinar a compreensão”, Morin mostra o paradoxo do nosso tempo: apesar te termos cada vez mais meios de comunicação, a incompreensão permanece geral. O autor discute sobre as duas formas de compreensão: a compreensão intelectual e a compreensão humana, afirmando que enquanto a compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação, a compreensão humana vai além da explicação, comportando um conhecimento sujeito a sujeito. Morin cita o egocentrismo, o etnocentrismo, o sociocentrismo como obstáculos às duas compreensões. É imprescindível que a educação do futuro trabalhe a questão da compreensão, em todas as idades e em todos os níveis de educação. Diz o autor: “Compreender é também aprender e reaprender incessantemente” p.102.

No último capítulo, “A ética do gênero humano”, o autor mostra que indivíduo/sociedade/espécie são co-produtores um do outro. A educação deve conduzir à “antropo-ética” (ética propriamente humana), que compreende a esperança na completude da humanidade, como consciência e cidadania planetária. Morin reforça a importância da democracia para a educação do futuro e conclui salientando que a educação do futuro tem como finalidade a busca da hominização na humanização.


[1] MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 9ª edição, São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2004.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como falar muito sem dizer nada!

A tabela abaixo permite fazer mais de 10 mil combinações de frases onde você poderá fazer grandes discursos sem dizer praticamente nada!
A regra é simples:  Forme suas frases usando uma frase da 1ª coluna, em seguida uma da 2ª coluna, uma da 3ª e uma da 4ª coluna sucessivamente.  Não tem erro!
Faça o teste e monte o discurso que você quiser!


Coluna 1
Coluna 2
Coluna 3
Coluna 4
Caros colegas,
a execução deste projeto
nos obriga à análise
das nossas opções de desenvolvimento futuro.
Por outro lado,
a complexidade dos estudos efetuados
cumpre um papel essencial na formulação
Das nossa metas financeiras e administrativas.
Não podemos esquecer que
a atual estrutura de organização
auxilia a preparação e a estruturação
das atitudes e das atribuições da diretoria.
Do mesmo modo,
o novo modelo estrutural aqui preconizado
contribui para a correta determinação
das novas proposições,
A prática mostra que
o desenvolvimento de formas distintas de atuação
assume importantes posições na definição
das opções básicas para o sucesso do programa.
Nunca é demais insistir que
a constante divulgação das informações
facilita a definição
do nosso sistema de formação de quadros.
A experiência mostra que
a consolidação das estruturas
prejudica a percepção da importância
das condições apropriadas para os negócios.
É fundamental ressaltar que
a análise dos diversos resultados
oferece uma boa oportunidade de verificação
dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como
o início do programa de formação de atitudes
acarreta um processo de reformulação
das formas de ação.
Assim mesmo,
a expansão de nossa atividade
exige precisão e definição
dos conceitos de participação geral.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como desenvolver sua Inteligência Emocional

Como desenvolver sua Inteligência Emocional
Autor: Daniel Goleman
http://www.algosobre.com.br/carreira/como-desenvolver-sua-inteligencia-emocional.html

Segundo estudos realizados pelo psicólogo Daniel Goleman, autor do livro "A Inteligência Emocional", (Editora Campus/Elsevier, 1995), 90% da diferença entre as pessoas que obtém grande sucesso pessoal e profissional, e aquelas com desempenho apenas mediano, se deve a fatores relacionados a competências comportamentais, mais do que às habilidades aprendidas na escola.
O conjunto destas competências é o que podemos chamar de Inteligência Emocional. Elas têm cinco componentes principais:
·                  Autopercepção - que é a capacidade das pessoas conhecerem a si próprias, em termos de seus comportamentos frente às situações de sua vida social e profissional, além do relacionamento consigo mesmo.
·                  Autocontrole - ou capacidade de gerir as próprias emoções, seu estado de espírito e seu bom humor.
·                  Auto-motivação - capacidade de motivar a si mesmo, e realizar as tarefas e ações necessárias para alcançar seus objetivos, independente das circunstâncias.
·                  Empatia - habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas.
·                  Práticas sociais - capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipe. 
Analisando estes fatores comportamentais que compõem a inteligência emocional, percebemos que eles estão intimamente relacionados ao sucesso e às realizações pessoais.
Em qualquer área da atividade humana, pessoas com estrutura emocional sólida, conseguem melhor produtividade, e, por isto, destacam-se entre as demais.
Um esportista que não estiver bem, emocionalmente, mesmo sendo um atleta de destaque, dificilmente obterá vantagem sobre aquele que se apresentar com alto quociente emocional. Também nas empresas ocorre o mesmo, o profissional instável emocionalmente, tem sua produtividade prejudicada ao desempenhar suas funções.
Existe um estudo do professor John Kotter, da Universidade de Harvard, apresentado no livro As Novas Regras. Ele acompanhou um grupo de 115 alunos desta universidade, durante 20 anos, após sua formatura em 1974. Comparou o desempenho profissional deles ao final do período, com as notas obtidas pelos mesmos, ao concluírem o curso. O resultado, ao contrario do que se esperava, mostrou que não havia ralação positiva entra as notas obtidas, e o sucesso pessoal e profissional alcançado pelos participantes. Ou seja, os melhores alunos não foram os que obtiveram maior sucesso pessoal e profissional.
Baseado nos estudos atuais é possível afirmar que a Inteligência Emocional tem maior impacto na realização pessoal, profissional e na felicidade de uma pessoa, do que o QI, quociente de inteligência. Por isto é tão importante aprendermos a desenvolver nosso quociente emocional, ou QE.
No entanto, surge uma questão: é possível desenvolver a Inteligência Emocional? E como fazer para desenvolver esta habilidade tão importante?
Desenvolvendo a Inteligência Emocional
Um programa para desenvolver a inteligência emocional de uma pessoa, precisa cumprir as seguintes etapas:
·                  Relacionar as principais competências comportamentais desta pessoa em relação ao seu contexto, pessoal e profissional.
·                  Fazer uma avaliação destes comportamentos, comparando o grau atual destas competências, com o grau desejável naquele contexto.
·                  Executar um treinamento, em relação aos comportamentos pouco desenvolvidos, com ações práticas.
·                  Controlar os resultados até conseguir atingir as metas pretendidas.
Depois de saber quais os pontos fortes e as limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências comportamentais que mais estão prejudicando seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de persuasão, motivação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de sua Inteligência Emocional.
É preciso que a pessoa faça uma planilha com as competências que precisa desenvolver e aproveite todas as situações de sua vida pessoal e profissional para praticá-las.

Treinando, treinando, treinando
É como andar de bicicleta, é preciso praticar até tornar estas competências algo natural em sua vida. Se alguém tem dificuldade de falar em público, e esta competência é fundamental para o desenvolvimento de sua carreira, então será preciso praticar esta atividade até tornar-se espontânea.
Segundo pesquisas, o cérebro emocional aprende através de experiências repetidas. Portanto, depois de identificar seus pontos fracos, é preciso centrar forças neles até desenvolvê-los. É necessário enxergar as oportunidades do dia a dia para praticar suas competências em desenvolvimento.
Quem precisa desenvolver a Inteligência Emocional
Todas as pessoas se beneficiarão ao desenvolver sua Inteligência Emocional. Estudantes conseguirão melhor aproveitamento na escola. Jovens terão melhores condições de conseguir seu primeiro emprego, e construí uma carreira de sucesso desde o início. Profissionais terão melhores oportunidades de crescimento e condições de assumir cargos de chefia. Chefes terão melhores condições de liderar suas equipes. Enfim, a Inteligência Emocional poderá ser a diferença entre uma trajetória bem sucedida, com uma vida cheia de realizações, ou uma carreira medíocre.
Por isto, sugerimos a todas as pessoas: profissionais, estudantes, médicos, executivos e empresários, que busquem identificar seus pontos fortes e pontos fracos em relação à Inteligência Emocional, e desenvolvê-los da melhor forma possível. Lembre-se que nunca é tarde para o crescimento pessoal.